Um anúncio para pessoas e realidades
concretas
O capítulo
terceiro da EG trata de modo específico do tema “O Anúncio do Evangelho”.
Estamos chegando ao núcleo daquilo que a própria Exortação Apostólica quer
tratar e que é o núcleo de toda a mensagem cristã: a Boa Nova do Amor de Deus manifestada
por meio de Jesus Cristo, o Filho de Deus encarnado para a nossa Salvação.
Não
podemos – e o Papa Francisco tem isso bem presente – esquecer que a mensagem do
Evangelho é destinada a todas as pessoas de boa vontade. Da mesma forma que
ninguém está excluído do Amor de Deus, ninguém, na Igreja, está fora da missão
de evangelizar. Todos aqueles que, pela fé e pelo Batismo, fazem parte do Povo
da Nova Aliança, tornam-se participantes também da missão que esse povo recebeu
de Deus. “Ser Igreja
significa ser povo de Deus, de acordo com o grande projeto de amor do Pai. Isto
implica ser o fermento de Deus no meio da humanidade; quer dizer anunciar e
levar a salvação de Deus a este nosso mundo, que muitas vezes se sente perdido,
necessitado de ter respostas que encorajem, deem esperança e novo vigor para o
caminho. A Igreja deve ser o lugar da misericórdia gratuita, onde todos possam
sentir-se acolhidos, amados, perdoados e animados a viverem segundo a vida boa
do Evangelho”[1].
Aos anseios da humanidade e às suas perguntas
existenciais mais básicas, a resposta que a Igreja deve oferecer – que nós, sua
Igreja hoje, devemos oferecer – deve ser sempre o anúncio da Pessoa de Jesus e
sua Palavra viva, seja pela nossa palavra, seja pelo nosso testemunho concreto.
A vida do cristão deveria ser vivida de tal modo que provocasse nos que
convivem com ele a pergunta: “Por que ele(a) é assim? Qual a razão para suas
atitudes tão belas e tão nobres?”
Outro aspecto abordado nesse
capítulo terceiro é a cultura que recebe o Evangelho. A Boa Nova da Salvação
chegou aos povos mais distantes da terra graças à ação de evangelizadores que
souberam compreender a cultura e os costumes dos povos a quem eram enviados.
Basta lembrar de São José de Anchieta, bem como os missionários jesuítas que
evangelizaram diferentes regiões do nosso país nos seus primórdios. Procuraram
aprender os idiomas e costumes locais, para poder, com maior facilidade,
transmitir aos indígenas a fé. A beleza da catolicidade da Igreja consiste em
celebrar a sua fé com os costumes, idiomas e liturgias prórpias de cada região
do nosso planeta. “A noção de cultura é um instrumento precioso
para compreender as diversas expressões da vida cristã que existem no povo de
Deus.”[2]
É importante, porém, lembrar, que a variedade cultural não ameaça a unidade da
Igreja[3],
pois é o mesmo Espírito Santo que une a Igreja, mesmo com diferentes
expressões. O milagre de Pentecostes acontece ainda hoje.
Nenhum comentário:
Postar um comentário